Arquiteta dá dicas de como decorar imóveis compactos com conforto e funcionalidade

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Estilo de vida, famílias pequenas e localização são atrativos para este tipo de moradia

Quem acompanha o mercado imobiliário consegue perceber que ele está em constante mudança. E, neste ano, o que se pode notar, ainda neste primeiro semestre, é o aumento do interesse em locação, inclusive de imóveis menores, compactos, os chamados studios. Além de estarem geralmente localizados como opções nas grandes capitais, eles são ideais para jovens recém-casados ou estudantes universitários.

Por terem um tamanho reduzido, segundo a arquiteta Germana Lara, o ideal é otimizar o espaço disponível, mas sem deixar de lado o conforto e funcionalidade para o dia a dia. Além disso, é possível aproveitar, além da praticidade da localização, os vários serviços de conveniência. “É um tipo de imóvel que é preciso trabalhar muito bem a setorização para guardar o acervo do proprietário e trabalhar com mobiliários, por exemplo, um layout mais fluido. Então, nesse caso, o menos é mais”, destaca a profissional.

A arquiteta ainda acrescenta que muitas vezes as pessoas acham que, por ser um imóvel pequeno, tem que encher de coisas pequenas. E não é dessa forma. “Por exemplo, às vezes um sofá maior, ao invés de um sofá pequeno, vai deixar o espaço melhor, mais fluido e vai acomodar mais pessoas. Também quanto menos parede a tiver ali, entre cozinha e área de serviço, entre cozinha e sala,  vai melhorar a amplitude do espaço. Não tem muitas divisões ali, nem barreiras visuais”, conclui.

Em Belo Horizonte, por exemplo, cidade onde está alocada, a especialista diz que uma mudança na legislação urbanística favoreceu este tipo de imóvel.  “Agora, houve uma redução de potencial construtivo, ou seja, antes era possível  construir mais. Mas com essa mudança, a possibilidade de construção é menor. Sempre existiu a oportunidade de comprar o potencial, o coeficiente de aproveitamento, porém está bem mais caro. Dessa forma, a tendência é que as construtoras façam apartamentos muito compactos, mas com uma grande área de lazer, para compensar essa questão do apartamento muito pequeno”, ressalta.

À medida que foram sendo feitos muitos apartamentos compactos, o mercado de ações teve uma queda e os imóveis passaram a ser um investimento muito atrativo, pois é um investimento assertivo. “Sendo assim, quando disponibilizam um imóvel para aluguel, os menores são mais interessantes, porque eles têm mais liquidez. Hoje, a gente também tem a possibilidade de alugar por temporadas, tem aplicativos que possibilitam isso”, comenta Germana.

A capital mineira, no entanto, já é adepta ao aluguel de apartamentos menores há alguns anos. Em levantamento feito pelo QuintoAndar, o valor em conta do aluguel faz a locação de microapartamentos crescer. No início da pandemia  51% dos imóveis alugados tinham três ou mais quartos. Em 2023, esse percentual caiu e os apartamentos maiores corresponderam a 42% do volume alugado  em Belo Horizonte nos quatro primeiros meses do ano.

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